Quando estamos chateados, frequentemente dependemos da nossa adicção para nos sentirmos melhor. À medida que nos livramos da nossa dependência, enfrentamos os mais profundos defeitos de caráter que Deus quer curar. Nossa dependência funciona como um lugar de "refúgio" para a nossa dor. Mas, quando esse "refúgio" é removido, profunda raiva pode surgir, expondo até mesmo profundos defeitos de caráter que precisa ser curados. Deus fez isso para mostrar a nós que o problema real não era a perda do refúgio. O ódio era o problema real. A remoção de nossa adicção protetora pode expor problemas mais profundos. Isso pode despertar raiva defensiva quando Deus toca nossas feridas mais profundas. Está tudo bem em deixarmos a raiva sair. Mas também é importante deixar que Deus tome conta do real problema.
Deus é soberano. Ele é superior a qualquer outro poder existente no universo, inclusive na nossa dependência. Nada pode se comparar a Ele. Quando lembramos o abuso que talvez tenhamos sofrido quando criança ou a dor que tenhamos causado a outros, podemos nos sentir incapazes de mudar as coisas ou repara o dano. Mas João escreveu no livro de Apocalipse que, embora a maldade pareça estar vencendo as batalhas de hoje em dia, Deus é Todo-Poderoso e demonstrará o seu poder a favor de seu povo. No final, todas as coisas serão feitas novas em Cristo. Quando submetemos a nossa vida a Cristo, Ele começará imediatamente o processo de renovação.
" Ó Senhor Deus, na minha aflição clamei por socorro, e tu me respondeste; do fundo do mundo dos mortos, gritei pedindo socorro, e tu ouviste a minha voz. Tu atiraste no abismo, bem no fundo do mar. Ali as águas me cercavam por todos os lados, e todas as tuas poderosas ondas rolavam sobre mim. Pensei que havia sido jogado para fora da sua presença e que não tornaria a ver o teu santo Templo. "As águas vieram sobre mim e me sufocarão; o mar me cobriu completamente, e as plantas marinhas se enrolaram na minha cabeça. Desci até a raiz das montanhas, desci à terra que tem o portão trancado para sempre. Tu porém, me salvaste da morte, ó Senhor meu Deus! Quando senti que estava morrendo, eu lembrei de ti, ó Senhor, e a minha oração chegou a ti, no teu santo Templo. "Aqueles que adoram ídolos, que são coisas sem valor, deixaram de ser fiéis a ti. Mas eu cantarei louvores, oferecerei sacrifícios, e cumprirei o que prometi. A salvação vem de Deus, o Senhor!" Jonas 2
Deus ajuda os impotentes:
Nenhum de nós gosta de ser impotentes, mesmo se gostamos de estar no controle ou se estamos acostumados a nos colocarmos como vítimas. Entretanto, é somente quando nos damos conta de nossa impotência que a recuperação pode começar. Na escuridão dentro do enorme peixe, Jonas percebeu o quão incapaz ele era. Foi lá que ele, finalmente, voltou para Deus e recebeu a sua ajuda. A medida que reconhecemos nossas incapacidades, nós também podemos receber a ajuda que Deus oferece. Somente ele pode redimir e tirar-nos de nossa dependência ou compulsão. Se tentarmos passar por isso sozinhos, estamos condenados ao desastre.
" Agora já não existe nenhuma condenação para as pessoas que estão unidas com Cristo Jesus. Pois a lei do Espirito de Deus, que nos trouxe vida por estarmos unidos com Cristo Jesus, livrou você da lei do pecado e da morte. Deus fez o que a lei não pôde fazer porque a natureza humana era fraca. Deus condenou o pecado na natureza humana, enviando o seu próprio Filho, que veio na forma da nossa natureza pecaminosa a fim de acabar com o pecado. Deus fez isso para que as ordens justas da lei pudessem ser completamente cumpridas por nós, que vivemos de acordo com o Espírito de Deus e não de acordo com a natureza humana. Porque as pessoas que vivem de acordo com a natureza humana têm a sua mente controlada por essa mesma natureza. Mas as que vivem de acordo com o Espírito de Deus têm a sua mente controlada pelo Espírito. As pessoas que têm a mente controlada pela natureza humana acabarão morrendo espiritualmente; mas as que têm a mente controlada pelo Espírito de Deus terão a vida eterna e a paz". Romanos 8 ;1
Liberdade através da confissão:
Todos lutamos com a nossa consciência, tentando fazer as pazes dentro do nosso coração. Podemos negar que fizemos, buscar desculpas ou tentar lançar fora todo o peso da nossa conduta. Podemos nos esforçar para ser "bons", tentando contrabalancear os nossos erros. Fazemos todo o possível por empatar o jogo. No entanto, para podermos nos desfazer do nosso passado, temos de deixar de dar desculpas pelos nossos pecados e confessar a verdade. Não há liberdade sem confissão. Que grande alívio quando, finalmente, tiramos dos nossos ombros o peso das nossas mentiras e desculpas. Quando confessarmos os nossos pecados, encontraremos a paz interna que tínhamos perdido havia tanto tempo. Também estaremos um passo mais próximo da recuperação.
" Felizes são aqueles que não se deixam levar pelos conselhos dos maus, que não seguem o exemplo dos que não querem de Deus e que se juntam com os que zombam de tudo o que é sagrado!
Pelo contrário, o prazer deles está na lei do Senhor, e nessa lei eles meditam dia e noite. Essas pessoas são como árvores que crescem na beira de um riacho; elas dão frutas no tempo certo, e as suas folhas não murcham. Assim também tudo o que essas pessoas fazem dá certo.
O mesmo não acontece com os maus; eles são como a palha que o vento leva. No dia do juízo eles serão condenados e ficarão separados dos que obedecem a Deus. Pois o Senhor dirige e abençoa aqueles que lhe obedecem, porém o fim dos maus são a desgraça e a morte"
Salmo 1
Dúvida e queixas válidas:
Muitos de nós agimos como se a dúvida fosse um pecado imperdoável. Fazemos todo o possível para ocultá-lo de Deus. O Senhor conhece todas as nossas dúvidas. Os salmistas foram sinceros com respeito às suas dúvidas e as apresentaram diretamente a Deus. Também foram sinceros em sua queixa. Há lugar para queixar-se perante Deus; isso nos ajuda a manifestar abertamente os nossos sentimentos e dúvidas. Mas, assim como os salmistas descobriram, perceberemos que as queixas são seguidas de uma afirmação de fé. Se escondermos as nossas dúvidas a respeito de Deus, é certo que nos afastamos dele. Mas, se as expressamos com toda sinceridade, até nos queixando dos seus aparentes fracassos na nossa vida, descobriremos que a nossa fé será renovada. Como aconteceu com os salmistas, as nossa queixas serão seguidas por palavras de louvor.
"Jesus ficou outra vez muito comovido. Ele foi até o túmulo, que era uma gruta com uma pedra colocada na estrada e ordenou: - Tirem a pedra! Marta, a irmã de Lázaro, disse: - Senhor, ele está cheirando mal pois já faz quatro dias que foi sepultado! Jesus respondeu: - Eu não lhe disse que, se você crer, você verá a revelação do Poder glorioso de Deus? Então tiraram a pedra. Jesus olhou para o céu e disse: - Pai, eu te agradeço porque me ouviste. Eu sei que sempre me ouves, mas eu estou dizendo isso por causa de toda essa gente que está aqui, para que eles creiam que tu me enviaste. Depois de dizer isso, gritou: - Lázaro, venha para fora! E o morto, saiu. Os seus pés e suas mãos estavam enfaixados com tiras de pano, e o seu rosto estava enrolado com um pana. Então Jesus disse: - Desenrole as faixas e deixem que ele vá". João 11 ; 38.
O Poder de Deus está dentro de nós:
A recuperação se baseia no Poder de Deus que opera dentro de nós. Jesus nos deu várias ilustrações sobre como podemos ter o Poder de Deus. Descreveu como o ramo permanece na videira e dela retira vida e poder. Ele nos diz que é o pão da vida e que temos que comer desse pão. Disse que tem água para que nós bebamos e que saciará a nossa sede para sempre. Cada uma dessas figuras de linguagem ilustra a promessa que ele fez aos discípulos: o Espírito Santo estaria disponível para nos ensinar, consolar e dar poder diariamente. Quando entregamos a nossa vida a Deus, o Espírito santo vem em nós e nos leva, passo a passo, para a plenitude e a cura.
Basta que através da nossa fé acreditemos que Deus tem o poder de ressuscitar a nossas vidas, sonhos ou até mesmo nos curar da nossa adicção. Não perca mais tempo em tentar usar suas próprias forças, deixe que Deus remova a rocha que está sepultando a sua vida.
Pelo fato de a verdade causar dor, muita vezes tentamos nos proteger dela. Quando Isaías disse a verdade ao povo de Judá com relação aos seus pecados, eles agiram como muitas vezes nós agimos: esconderam-se na negação. Recusaram-se admitir que tinham pecado. Fazendo assim, também se recusaram a experimentarem o poder da verdade. Nosso programa de recuperação somente será eficiente quando nos abrimos à verdade, independentemente da dor que isso pode causar.
"Ele foi rejeitado e desprezado por todos; Ele suportou dores e sofrimentos sem fim. Era como alguém que não queremos ver; nós nem mesmo olhávamos para ele e o desprezávamos. No entanto, era o nosso sofrimento que Ele estava carregando, era a nossa dor que Ele estava suportando. E nós pensávamos que era por causa das suas próprias culpas que Deus o estava castigando, que Deus o estava maltratando e ferindo. Porém ele estava sofrendo por causa dos nossos pecados, estava sendo castigado por causa das nossas maldades. Nós somos curados pelo castigo que Ele sofreu, somos sarados pelos ferimentos que recebeu". Isaías 53
Quando nascemos estamos conscientes apenas de nós mesmos. Somos o universo. Percebemos pouco além das nossas necessidades básicas e contentamo‐nos se elas forem satisfeitas. À medida que nossa consciência se expande vamos identificando um mundo além de nós mesmos. Descobrimos que à nossa volta existem pessoas, lugares e coisas que satisfazem as nossas necessidades. Começamos também a reconhecer diferenças e a desenvolver preferências. Aprendemos a querer e a escolher. Somos o centro de um universo em expansão e esperamos ser supridos de tudo que necessitamos e queremos. Nossa fonte de prazer transfere‐se das necessidades básicas para a satisfação dos nossos desejos. Após um período de experiências, a maioria das crianças percebe que o mundo exterior não consegue suprir todas as suas necessidades e vontades. Começam a complementar o que recebem com seus próprios esforços. À medida que vai diminuindo a sua dependência de pessoas, lugares e coisas, começam a se observar cada vez mais. Tornam‐se mais auto‐suficientes e aprendem que felicidade e satisfação vêm de dentro. A maioria continua a amadurecer, reconhecendo e aceitando suas forças, fraquezas e limitações. Chegam a um ponto em que geralmente procuram a ajuda de um poder maior do que elas mesmas para fazer o que não conseguem sozinhas. Para a maioria das pessoas o crescimento é um processo natural. Parece que nós, adictos, tropeçamos em algum ponto desse percurso. Parece que nunca alcançamos a auto‐suficiência que os outros encontram. Continuamos a depender do mundo à nossa volta e nos recusamos a aceitar que não receberemos tudo dele. Nós nos tornamos auto‐obcecados; nossas vontades e necessidades transformam‐se em exigências. Chegamos a um ponto em que a satisfação e a auto‐realização são inatingíveis. Pessoas, lugares e coisas não conseguem preencher o vazio dentro de nós, e reagimos a eles com ressentimento, raiva e medo. Ressentimento, raiva e medo formam o triângulo da auto‐obsessão. Todos os nossos defeitos de caráter são derivados destas três reações. A auto‐obsessão é a essência da nossa insanidade. O ressentimento é a forma como a maioria de nós reage ao nosso passado. É o reviver contínuo de experiências passadas. A raiva é a forma como a maioria de nós lida com o presente. É a nossa reação e negação da realidade. Medo é o que sentimos quando pensamos no futuro. É a nossa resposta ao desconhecido, o avesso de uma fantasia. Estes três sentimentos são expressões da nossa auto‐obsessão. É a maneira como reagimos quando pessoas, lugares e coisas (quando passado, presente e futuro) não estão à altura das nossas exigências. Em Narcóticos Anônimos aprendemos uma nova maneira de viver com as novas ferramentas que recebemos. São os Doze Passos, que procuramos trabalhar o melhor que pudermos. Se nos mantivermos limpos e conseguirmos praticar estes princípios em todas as nossas atividades, acontece o milagre. Encontramos liberdade das drogas, da nossa adicção e da nossa auto‐obsessão. O ressentimento é substituído por aceitação; a raiva é substituída por amor; e o medo é substituído por fé. "
"Depois que Moisés, servo do Senhor, morreu, Deus disse ao ajudante de Moisés, chamado Josué: - O meu servo Moisés está morto. Agora você e todo o povo de Israel se preparem para atravessar o rio Jordão e entra na terra que vou dar a vocês. Seja forte e corajoso. Tome cuidado e viva de acordo com toda a Lei que meu servo Moisés lhe deu. Não se desvie dela em nada e você terá sucesso em qualquer lugar onde for." Josué. 1
Recuperação contínua:
Como seria maravilhoso recuperar-se completamente e chegar lá! Essa é uma das nossas fantasias e, certamente, foi uma fantasia que os israelitas tiveram. A primeira geração não chegou à Terra Prometida. Mas p presente grupo seguiu o plano de Deus e conquistou a Terra. O que poderia dar de errado? Eles podiam ter dito: " Até que enfim estamos na Terra Prometida! Finalmente podemos relaxar!" Porém exatamente o contrário aconteceu. Seu trabalho estava apenas começando! A mesma coisa se aplica em nós. Quando pensamos que chegamos lá, provavelmente apenas começamos a caminhada da recuperação. Precisamos reconhecer que a recuperação é um processo que se estende por toda a vida.
Grande parte desta carta descreve a importância da fé ou da confiança em Deus. "Viverá aquele que, por meio da fé, é aceito por Deus". Não há outro caminho para a recuperação; o papel da fé é central. O processo de recuperação começou com a fé, quando entregamos a Deus a nossa vontade e a nossa vida e a cada passo posterior, nesse processo, se apóia naquele primeiro passo da fé. Não há uma formula mágica para isso; é um ato diário de confiança no nosso Deus Todo-Poderoso, que promete não nos abandonar nunca e nos amar sempre! sem importar quão difíceis de amar sejamos.
Porque Deus atacou a raiz dos nossos problemas, ou seja, tornou possível que nos libertemos dos nossos pecados, podemos nos libertar da adicção que nos domina. Por meio do poder de Deus, podemos voltar a ter controle sobre a nossa vida.. Embora o processo nunca seja fácil, com o tempo podemos ser mais e mais como Cristo, caminhando com Ele um dias de cada vez. Quanto melhor o conhecermos, mais fortes seremos. Ao continuar fazendo inventário, confessando os nossos pecados, pedindo o seu perdão e buscando reparar o dano causado a outros, podemos experimentar a verdadeira LIBERDADE.
A nossa necessidade de recuperação inclui a necessidade de receber perdão e de perdoar, assim como de ser purificado dos efeitos do nosso passado. Apesar de sermos impotentes para ajudar a nós mesmos e de realmente não merecer que nos ajudem, Deus, em seu imenso amor, se aproxima de nós e se oferece para nos perdoar, limpar e de dar capacidade de nos transformar naquilo que Ele quer que sejamos. Estas são realmente boas notícias! A nossa parte consiste em admitir a nossa impotência e entregar a nossa vida e vontade a este poderoso e amoroso Deus.
Todos pecamos; todos caíram do padrão glorioso de Deus. Sem importar se caímos nas profundidades da adicção que nos domina, se os membros de uma família disfuncional abusaram de nós ou se escapamos de um trauma profundo, todos temos necessidade de nos recuperar de um tipo de pecado ou de outro. Desde que Adão e Eva se rebelaram contra Deus, a nossa natureza tem sido desobedecer a Ele; temos sido adictos ao não levar em conta a vontade de Deus. Todos somos impotentes no nosso pecado e precisamos de Deus para nos salvar.
Adicção é o vício, e geralmente está relacionado com drogas ilícitas. Mas a adicção pode também significar qualquer dependência psicológica ou compulsão tipo jogo (bingo, pôquer, etc), comida, sexo, pornografia, computadores, internet, vídeo games,
notícias, exercício, trabalho, TV, compras e etc.
Uma pessoa que é viciada não consegue controlar seu desejo por álcool ou drogas, mesmo que sinta efeitos negativos pra saúde, problemas com família e amigos, ou problemas com a polícia.
A adicção a drogas é considerada uma doença como outra qualquer. É uma doença crônica, ou seja, afeta a pessoa ao longo prazo, ou acontece várias vezes. Ela acontece pois a pessoa procura uma recompensa ou um alívio pelo uso da substância.A adicção é caracterizada pela dificuldade em controlar o comportamento, presença de fissura ou desejos, dificuldade de ficar sem a droga (abstinência), e falta de noção dos problemas causados pela droga.
Mais Deus através da sua infinita misericórdia levou sobre si todas as minhas enfermidades e pelas suas pisaduras eu fui salvo e curado. IS. 53.