domingo, 21 de setembro de 2014

O Triangulo da Auto - Obsessão.

Quando  nascemos  estamos  conscientes  apenas  de  nós  mesmos.  Somos  o  universo. 
Percebemos  pouco  além  das  nossas  necessidades  básicas  e  contentamo‐nos  se  elas  forem 
satisfeitas. À medida que nossa consciência se expande vamos identificando um mundo além de 
nós mesmos. Descobrimos que à nossa volta existem pessoas, lugares e coisas que satisfazem as 
nossas necessidades. Começamos também a reconhecer diferenças e a desenvolver preferências. 
Aprendemos a querer e a escolher. Somos o centro de um universo em expansão e esperamos ser supridos de  tudo  que  necessitamos  e  queremos.  Nossa  fonte  de  prazer  transfere‐se  das 
necessidades básicas para a satisfação dos nossos desejos. 
Após um período de experiências, a maioria das crianças percebe que o mundo exterior não 
consegue  suprir  todas  as  suas  necessidades  e  vontades.  Começam  a  complementar  o  que 
recebem  com  seus próprios  esforços. À medida que vai diminuindo    a  sua dependência de 
pessoas, lugares e coisas, começam a se observar cada vez mais. Tornam‐se mais auto‐suficientes 
e  aprendem  que  felicidade  e  satisfação  vêm  de  dentro.  A  maioria  continua  a  amadurecer, 
reconhecendo  e  aceitando  suas forças, fraquezas  e limitações. Chegam  a um ponto  em que 
geralmente procuram a ajuda de um poder maior do que elas mesmas para fazer o que não 
conseguem sozinhas. Para a maioria das pessoas o crescimento é um processo natural. 
Parece  que  nós,  adictos,  tropeçamos  em  algum  ponto  desse  percurso.  Parece  que  nunca 
alcançamos a auto‐suficiência que os outros encontram. Continuamos a depender do mundo à 
nossa  volta  e  nos recusamos  a  aceitar  que  não receberemos  tudo  dele.  Nós  nos  tornamos 
auto‐obcecados; nossas vontades e necessidades transformam‐se em exigências. Chegamos a um 
ponto em que a  satisfação e a auto‐realização  são inatingíveis. Pessoas, lugares e  coisas não 
conseguem preencher o vazio dentro de nós, e reagimos a eles com ressentimento, raiva e medo. 
Ressentimento, raiva e medo formam o triângulo da auto‐obsessão. Todos os nossos defeitos 
de caráter são derivados destas três reações. A auto‐obsessão é a essência da nossa insanidade.  
O ressentimento  é  a forma  como  a  maioria  de  nós reage  ao  nosso  passado.  É  o reviver 
contínuo de experiências passadas. A raiva é a forma como a maioria de nós lida com o presente. 
É a nossa reação e negação da realidade. Medo é o que sentimos quando pensamos no futuro. É a 
nossa resposta ao desconhecido, o avesso de uma fantasia. Estes três sentimentos são expressões 
da nossa auto‐obsessão. É a maneira como reagimos quando pessoas, lugares e coisas (quando 
passado, presente e futuro) não estão à altura das nossas exigências. 
Em Narcóticos Anônimos aprendemos uma nova maneira de viver com as novas ferramentas 
que recebemos. São os Doze Passos, que procuramos trabalhar o melhor que pudermos. Se nos 
mantivermos limpos e conseguirmos praticar estes princípios em todas as nossas atividades, 
acontece  o  milagre.  Encontramos  liberdade  das  drogas,  da  nossa  adicção  e  da  nossa 
auto‐obsessão. O ressentimento é substituído por aceitação; a raiva é substituída por amor; e o 
medo é substituído por fé. "




Deus é Fiel.

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